sábado, 26 de setembro de 2026

PORQUE RAIO

 


O sol raiou!
Porque raio 
raiou o sol 
e te trouxe até aos meus olhos
dourada de pele
acetinada de afagos.
O crepúsculo me chamou!
Porque raio
não sou um caracol
daqueles que se engasgam aos molhos
e esse corpo; que apele
como baga dos meus tragos.
Embebedei-me  nos teus olhos!
Porque raio
me embebedei
se te amo como sei
te beijo como dádiva
te recebo como brasa.
Meus olhos antes tristonhos
Porque raio
me deixei cair e rastejei
até que te olhei
és uma diva
que me morde e me arrasa.

O sol raiou!
Porque raio 
raiou o sol
se a nuvem sobreveio
te tirou dos meus olhos
e me deixou só com as sobras do café..


Jorge d'Alte

GUARDA

 



Guarda as tuas lágrimas
quero escutar o teu olhar
basta um olhar límpido e doce
num rosto cheio de histórias, e
aí fico, fico desatinado e acorrentado.
Guarda-as no teu coração, essas cismas
não esfolhes a tua alma para amar
amar é como um belo arco iris agridoce
onde sonhas o presente o futuro, e
aí fico no macio dos teus braços beijado.


Jorge d'Alte

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A MENTIRA

 




Enxugando as lágrimas que choro
despertei no sonho de outra pessoa
foi somente uma mentira e imploro
perdão ao sonho que veio da névoa
trazendo ventos agrestes de raivas e ódios
ao seio do meu peito palpitante e gritante
de incompreensões devastadoras e ócios
onde sonhar foi choro excruciante.


Jorge d'Alte

OS MEDOS

 


O sol nasceu no outro lado do mar
trazendo a noite sem fim
as trevas sem luar
as estrelas sem brilho
os medos até madrugar.


Jorge d'Alte

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ESPEREI-TE

 


 

Esperei-te ao por do sol
Havia um horizonte onde estavas
Havia tempo que não corria
Sei que me amavas
Uma canção em si bemol
Desfez-se na sombra que escorria.


Jorge d'Alte

O AMOR É

                                              



O feitiço da lua cheia
ciúmes e nostalgias
pompa de lágrimas
alegria de beijos.
Sentimento é ceia
é busca nevralgias
dor é amor que plagias
é aquele fogo que rimas
o íntimo regozijos.


Jorge d'Alte

AMA-ME AGORA NO INVERNO

 







Ama-me agora no inverno
A neve caí gélida e poeta
rima com lareira e abraços
com árvores vergadas como orgasmo
com correntes de sangue ardendo
um grito apertado entre dentes
o sufoco de uma boca perdida e beijada
o desfalecer numa cama suada
olhos encaixados no olhar
um sorriso que se sente depois de amar.
Ama-me agora no inverno
amar é tudo o que invento 
o vento a soprar lá fora
a lua que vai com as nuvens
passos teus que me dançam
nesta bela canção a dois.


Jorge d'Alte