segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Alzeimer!


Não sei onde estou, quem sou, porque passeio aqui, para onde vou...procuro na minha mente por entre tanta tralha confusa de imagens e emoções, mas enquanto os meus olhos vêm a luz radiante, a mente vê o escuro impenetrante e o medo agasalha-me, enquanto o sorriso se afoga na lágrima que se vai...e eu? O cheiro da fragancia trás-me ao peito a lembrança que dói, um sentimento velado de nevoeiro, que a espaços se rasga e me trás o som da tua voz meu amor, que julgava perdido. Porque não me beijas já? Porque me sorris com a amargura que desce do teu olhar? Por acaso esquecestes, tantas noites de amor e amar? Vejo um rosto que passa e se fixa nas pupilas dos meus olhos. Olho e torno a olhar. Descubro um nome para ela, está mesmo ali...era...o coração bate no compasso certo e no coração aperto um nome que soletro; fi...lha...a angustia colhe-me com laços fortes de amor, cada vez mais apertados e sufoco nos soluços entaramelados na voz embargada...onde estás?...eu estou num mundo novo, onde caminho só e perdido...sinto mãos que me guiam, que me afagam, sinto ternuras sussurradas e os olhos ardem-me de uma esfuziante alegria...sinto-me em casa, mas afinal onde estou? e tu quem és? Escuto palavras, sinto emoções, mas não consigo encontrar, essa porta fechada que dá, para a minha vida sonegada.

jorge d'alte ( a um amigo)