quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O LUGAR VAZIO


O lugar vazio vivia ali mesmo defronte

Ele estava sentado olhando para nenhures

Os olhos brilharam clareados por pingas de fogo, flamulas de  dor....Ó Meu Deus eram como ferida aberta dilacerante e fervente!

No outro lado da alva toalha de mesa a flor sorria de pétalas abertas triste e solitária.






A tristeza era musica sem notas, choros suplicantes no silencio, gritos de solidão dormente um aí de profunda mágoa que teimava em não se soltar.




O copo meio cheio brilhava sanguíneo esquecido no meio da dor...já não aquecia a alma dele nos tragos sorvidos como alfinetadas para o esquecimento.

No prato esquadrado na sua forma o bife mal passado esperava e desesperava rodeado de dourados fritos de batata. No cimo como olho arregalado o ovo vigiava o apetite que tardava.....

Era meia noite nas badaladas sonora do relógio de capela....A mão moveu-se sozinha pegou no copo reluzente de revolto néctar levando-o ao alto atingindo o céu que é teu...

A voz sofrida soluçou "até sempre" e caiu mergulhando na dor que ficou......


Jorge d'alte