quinta-feira, 9 de janeiro de 2014






Eram segundos antes, e foram segundos depois que se esticaram por horas ......
Foi nessa linha imaginaria entre o antes e do depois, do velho e do novo que.....

A valsa da meia noite soava serena e emotiva nos passinhos curtos e rodopiantes inseridos no compasso de Um, dois, três.
Os rostos olhavam-se nos olhos e os sorrisos cantavam o amor que lhes ia nas almas....
Num dos rodopios mais rápidos saíram do imenso salão para o pátio que levava aos faustosos jardins da mansão vitoriana....
Do céu sem lua e sem estrelas caiam pétalas brancas que tocavam na pele como calafrios de emoção.
Era isso que o par sentia, aquela emoção que antecede o desejo que nos faz arder e gelar, que nos faz heróis de uma aventura ímpar onde os guerreiros lutam por amor e com amor e as armas entrechocam-se no beijo apetecido que faz secar a boca e ofuscar o som que não sai.....por isso os corpos giravam naquela valsa, naquela noite onde tudo acaba e recomeça e os urras em copos servidos de champanhe e bom ano saltam de boca em boca entre apertos de mão e beijos sem sentido....




jorge d'alte