sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A GAIVOTA



A gaivota partia rumo ao horizonte!
Levava nas pontas das suas asas os sonhos de uma vida e dourada batia suas asas compassadas,enfrentando com fulgor esse sol que se punha.
Relaxava nas recordações vividas... cada passada dada,entrando no passado e vogando bem lá no alto ao sabor da aragem, vivia de novo o som do primeiro encontrar de lábios que sussurrara bem dentro a palavra amar e a partir daí o seu voar se tornou diferente, porque agora suas asas abraçavam não o vento que passava indiferente mas sim algo lindo que luzia na menina dos seus olhos.
O amor chegara sem se anunciar e mudara toda uma rotina, tornando a monotonia dos seus dias em saudade ansiosa numa entrega total e incondicional que alimentava como achas de uma fogueira a emoção do momento e o desejo como fermento.
Como foram belos esses dias em que o seu corpo mudara no seu crescer e a sua penugem apelava à sedução e o sonho que desde há muito escondera estava ali ao seu alcance e por isso voava rumo ao horizonte!
Levava nas pontas das suas asas o seu amor e juntos em cada bater de asas enfrentavam esse horizonte sem medo enfrentando com fulgor esse sol que se punha no ocaso.

jorge d'alte