sábado, 30 de outubro de 2010

VERMELHINHO


Podia ser um tomate mas é um carrinho.
Quem o viu ficou a pensar mas que lindo que ele é (e eu a julgar que era eu o tal lindo). O seu perfume evola-se no ar num gosto carregado de adrenalina. Esse é o segundo nome dele(também podia muito bem ser o meu ). Ele ama deslizar suavemente como em pele gemente (e eu se calhar não?) e depois acelerar sentindo tudo ficar para trás (onde já vi isto) e sermos só um (isto eu sei bem onde) depois de atingirmos esses píncaros e fazermos o cavalo descemos num refrear com a carroceria (podiam ser os corpos) a vibrar e o chiar esmorece na curva súbita que aparece ( nem me quero lembrar desta parte pois já não sabia onde estava) e no deslizar de lado neste slide (já não sei quem está encima ou em baixo pois os corpos revolucionam-se em constantes mudanças de posição) o desejo sobe outra vez numa nova adrenalina e acelera de novo agora em linha recta atingindo tal velocidade que passamos para além do tempo onde só se sente a emoção e o corpo gemente e numa outra viragem a descida quer-se vertiginosa e arranca os cabelos para trás e nesse frenético agarrar das unhas o carro retoma a estrada roncando de novo levando um bater mais forte aos corações e depois num refrear a emoção leva o desejo de acelerar e na calmia que se segue sentimos a vida a pulsar de novo com o presente ficando para trás e o futuro a ser absorvido em cada segundo que juntos percorremos e para finalizar esta bela viagem nada melhor que um pião a derrapar(abraço em rodopio contigo a girar a girar) até o carro parar.

Adoro o meu vermelhinho com amor e carinho (isto foi para ti minha companheira de viagem)

Jorge d'alte