terça-feira, 28 de julho de 2026

 



O sol ardia no inferno do dia sobre os costados daqueles que na terra trabalhavam colhendo frutas e legumes.
Maria cantava na meia surdina, por perto rouxinóis pareciam acompanhá-la, mas lá dentro qual estrela, ardia essa nostalgia de alguém que atravessara mares, montanhas,  vicissitudes, um mundo novo para sobreviver.
Dela dependia o bem estar dos seus filhos deixados em braços de bem enquanto ela labutava por uma míngua que dividia.
Na  noite o sonho tomava-a e aí ela brincava na apanha com seus filhos, beijava-os
nas meias sombras, pois não havia luares de amor para cantar, bocas para beijar, braços que a trouxessem de novo á sua terra á sua aldeia algures perdida num emaranhado de quereres, sentires e amores.


Jorge d'Alte

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