sábado, 26 de junho de 2010

Nevoeiro da vida

Hoje parti à tua procura!
Rumei decidido ao teu encontro. Não era sonho era verdade. Entrei no nevoeiro que se cerrou em mim apertando-me com a força que só a natureza tem.
Parei atônito pois a luz ficara retida e como cego eu via a tua áurea brilhar recortando-te com beleza nas gotículas que entretanto bailavam na brisa.
Não escutei a tua voz, mas senti-a, não te pude beijar mas desejei, não te pude abraçar mas sonhei, quis-te alcançar mas não voei...
Na minha mente ferravam-me as eternas perguntas sem resposta.
Porque tiveste que partir?
Porque tiveste que testar o meu amor desta maneira?
Porque não esperaste para te despedires?
Ai dor minha como te amo, pois é a unica coisa que hoje tenho certa de ti.
A dama de negro levou-te naquele dia em que a minha pobre vida parou. O teu sorriso já não corre para mim as tuas palavras sussurradas leva-as o tempo deixando na minha alma um rasto de mágoa.
Apesar de tudo o que continuou para lá desta dor,guardo na minha alma como maior tesouro a tua recordação e fico esperando que cada ruga gravada no meu rosto seja mais um passo para o nosso reencontro.
Não tenho medo dessa valquiria negra, pois sei que te vou encontrar e então sim as nossas almas se unirão de vez e o espaço será curto para a nossa eternidade.
Até lá vou continuar no nevoeiro onde a realidade se transforma e onde tudo é possível desde que o coração sonhe desde que o coração queira.

jorge d'alte 26.96.10