domingo, 4 de julho de 2010

Droga!


Seu corpo deslizava na brisa do norte descendo o areal na direção da água salgada onde as ondas espaçadas batiam na areia murmurando seu nome clamando por ela.
Era belo e tostado pelo sol e amado por olhares que se perdiam em sonhos,em ciúmes, em amores.
O tempo parara para nós que como peixinhos tótós rodeávamos a sua áurea pela míngua de um seu olhar, de um sorriso de um acenar.
Era a nossa juventude a falar onde não há imponderáveis onde tudo se pode tornar realidade, basta apenas ter a força do sonhar.
Ela era a menina da moda rica sensual e bela e os nossos corações só batiam por ela.
No meio caminho seus dedos gentis puxaram o atilho e desvendaram mais um capitulo do nosso sonho.
Nua e ofegante entrou na água fria e sussurrante mergulhando até às profundezas desse outro mundo lavando dos nossos olhares essa visão libidinosa que fizera ferver o nosso sangue, nos injetara o desejo e nos matava de emoção.
Triste sina a dela, porque apesar de ser muito bela, não teve o tino para escolher a sua rota e foi corroída por essa praga que depois de injetada a levou a outros mundos onde o inferno é o seu sonho onde a paz é o seu fim.
Vi-a outro dia!
As lágrimas assomaram aos meus olhos.
Era a antítese da beleza,definhada e desmazelada marcada pelas agruras correndo de mão estendida para as pessoas que receando se afastavam suplicando por uma moedinha para depois se ir injetar e partir para outra...

jorgito (Desenho feito e pintado pelo autor)