terça-feira, 20 de julho de 2010

Vampiro


Na arvore no seu topo
entre ramos e perfumes
encho fasto o meu copo
com aromas e costumes
Assim espero o humano
que desprevenido passe
Solto meu instinto insano
corro como se derrapasse
na curva do meu destino
Aproximo-me suave devagar
a boca salivando de felino
dentes crescidos vou cravar
nesse pescoço liso e fino
Em pânico me olha esse rosto
que me faz travar de repente
olhos fascinantes a meu gosto
lindos puros muito diferente
Meu coração parou e tropeçou
ai que fazer o que me deu?
sou vampiro que se enfeitiçou
E no final o caçado fui eu

jorge d'alte